A IL avançou esta sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026, com pedidos de audição parlamentar a vários responsáveis recentemente nomeados, dizendo querer perceber critérios de escolha e, no caso das renováveis, conhecer “prioridades, metas e metodologia” da nova estrutura.
No requerimento sobre a Estrutura de Missão para as Energias Renováveis (EMER 2030), os liberais pedem que sejam ouvidos o novo presidente, Manuel Nina, e o novo coordenador, Fábio Teixeira. A nomeação do coordenador foi alvo de notícias por alegada ausência de experiência académica e profissional na área. No despacho, o Governo sustenta que o nomeado “possui currículo académico e profissional” adequado ao cargo, embora a nota curricular referida na notícia não apresente formação ou experiência em energias renováveis.
Ainda segundo a informação constante no mesmo texto, Fábio Alves Teixeira tem licenciatura em Enfermagem e pós-graduação em gestão de projetos. No percurso profissional constam passagens por gabinetes governamentais, como técnico especialista e adjunto, ligados às áreas da Cultura, Juventude e Modernização. O requerimento, porém, não entra nessa discussão e limita-se a solicitar que os novos dirigentes apresentem prioridades aos deputados da Comissão da Reforma do Estado e do Poder Local.
Num segundo requerimento, a IL quer ouvir membros do Grupo de Trabalho para a Reforma do Estado, argumentando que uma leitura das notas curriculares revela “características comuns” e que isso torna necessário perceber competências, mais-valias e critérios por trás das escolhas. Entre os nomes propostos para audição está Frederico Perestrelo, cuja nomeação foi noticiada por ser irmão de Pedro Perestrelo Pinto. No texto do requerimento, a IL não menciona essa ligação e fala, de forma geral, em falta de transparência nas escolhas.
O partido pede também a audição do ministro adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, e de outros elementos do grupo: António Vicente, Mónica Vaz, e os consultores coordenadores Francisco Soares de Oliveira, Joana Rebocho, Afonso Machado e João Garcia.
Num terceiro pedido, a IL quer que a Comissão de Saúde ouça Sandra Cavaca, apresentada como recém-nomeada presidente da ULS Amadora-Sintra. Os liberais defendem que a gestão hospitalar deve assentar no mérito, na transparência e na responsabilização por resultados, e que as administrações das ULS devem estar sujeitas a escrutínio, apresentando competências, experiência e visão estratégica perante a Assembleia da República.


